Vasculite: entenda a inflamação nos vasos sanguíneos

Por: Redação Doutíssima

Apesar de raramente identificados de forma isolada, as variações da vasculite, em geral, são lembradas quando se trata do diagnóstico de doenças sistêmicas.

 

Elas atingem todas as faixas etárias e podem se apresentar com muitas formas e proporções, pois englobam todas as lesões ocorridas em vasos sanguíneos, desde os microscópicos aos maiores – a exemplo da artéria aorta.

vasculite
Diagnóstico precoce evita complicações da doença como a morte. Foto: iStock, Getty Images

Quando mal diagnosticado ou detectado tardiamente, qualquer tipo de vasculite pode gerar graves danos ao doente, nas mais diversas áreas do corpo, e até risco de óbito, quando algum setor vital é afetado.

 

Isso porque a inflamação de uma veia conduz ao espessamento de sua parede, reduzindo o espaço para a circulação do sangue e, a longo prazo, impedindo seu fluxo. Este efeito pode acarretar isquemia e até a necrose (morte) definitiva dos tecidos.

 

O que é vasculite

 

A vasculite, também chamada angiite, refere-se a qualquer situação na qual as paredes dos vasos sanguíneos são ocupadas por células do sistema imunológico. Em outras palavras, é uma doença autoimune, desenvolvida pelo próprio setor de defesa do corpo, por causas ainda desconhecidas.

 

Seus danos variam conforme o tamanho e importância do(s) vaso(s) afetado(s), mas via de regra acontece a estenose (estreitamento), a oclusão (fechamento) e a formação de aneurismas e/ou hemorragias na região atingida, com possível destruição dos tecidos. Quando a vasculite atinge mais de uma área simultaneamente é chamada de sistêmica.

 

A vasculite diz respeito ao conjunto das ocorrências inflamatórias nos vasos sanguíneos. Porém, mais especificamente, ela é classificada em dois grandes grupos, que por sua vez se subdividem em outros menores, gerando diversas nomenclaturas.

 

Assim, as vasculites se dividem em primárias (em função do tamanho) e secundárias (em virtude da ligação com outras doenças).

 

Mais raras, as vasculites primárias podem atuar nas artérias (maiores), que carregam o sangue do coração para os vários órgãos e tecidos; nas veias (médias), que conduzem o sangue destes órgãos para o coração; ou capilares (menores), responsáveis pelas trocas de oxigênio e outros materiais do sangue para os tecidos.

 

Alguns exemplos de doenças catalogadas neste grupo são: arterite de Takayasu; poliarterite nodosa (PAN); doença de Kawasaki; poliangiite microscópica (PAM) e granulomatose de Wegener.

 

As vasculites secundárias, por sua vez, são organizadas em função da conexão com doenças autoimunes, infecções, neoplasias ou uso continuado de drogas.

 

Alguns exemplos delas são: a doença de Buerger, relacionada ao tabagismo; crioglobulinemia, cujo tipo 1 tem relação com linfomas e o tipo 2 está associado à hepatite C; e vasculite de hipersensibilidade, causada por reação ao uso prolongado de fármacos.

 

Sintomas da vasculite

 

Os sintomas são variáveis e dependem das características específicas de cada tipo. No entanto, alguns aspectos são comumente identificados nos pacientes e genéricos a todas as categorias. Os principais são: febre sem causa aparente, cansaço, dores articulares, mal estar constante, emagrecimento súbito, dor abdominal e perda do apetite.

 

Tratamento

 

O tratamento também depende bastante do tipo de vasculite e exige ações variadas conforme o caso. O objetivo é sempre eliminar a causa primária, porém nem sempre identificável. Na maioria das ocorrências são indicados esteroides, imunossupressores e corticoides.

 

 

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