Há muitas coisas capazes de afetar a fertilidade feminina. A hidrossalpinge é uma delas. Causada pelo acúmulo de líquido nas trompas de Falópio, ela dificulta que uma gravidez tenha início. A boa notícia é que o quadro pode ser revertido, desde que seja feito o tratamento adequado e de maneira precoce.

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Com o tratamento certo, é possível engravidar mesmo depois da hidrossalpinge.  Foto: iStock, Getty Images

Hidrossalpinge e infertilidade

A obstrução das trompas e a infertilidade tubária que a hidrossalpinge é capaz de causar geralmente são resultado de uma infecção pélvica anterior, de endometriose ou de doenças sexualmente transmissíveis. No caso das mulheres que apresentam danos bilaterais, é preciso de uma cirurgia para reverter a infertilidade e engravidar.

“As alterações tubárias são responsáveis por cerca de 35% dos casos de infertilidade feminina, e a hidrossalpinge tem grande participação nesta dificuldade de engravidar. Por isso, cada caso precisa ser estudado individualmente, sempre em busca de realizar o sonho da paciente que deseja ser mãe”, explica o médico Fabio Cabar, ginecologista especialista em reprodução assistida.

Os sintomas podem variar, mas alguns desconfortos comuns são as dores na parte inferior do seu corpo, como abdômen ou pélvis. Porém, é preciso estar sempre alerta, porque em alguns casos o problema muitas vezes é assintomático e não apresenta qualquer sinal visível.

De acordo com um estudo recente realizado na Universidade de Yale, a presença desse bloqueio também é capaz de reduzir a taxa de sucesso no tratamento da fertilização in vitro. Depois de comparar milhares de ciclos de fertilização que utilizam o método, a conclusão foi de que o sucesso caiu pela metade entre as mulheres com hidrossalpinge.

Tratamento da hidrossalpinge

Capaz de levar à infertilidade, o ideal é que a hidrossalpinge tenha o seu diagnóstico feito de maneira precoce. Caso a mulher fique sem tratamento por um longo período, é possível que a doença cause danos graduais às trompas de Falópio, resultando em deficiência completa.

Isso porque o líquido do tubo falópico se torna demasiadamente tóxico para o embrião, o que prejudica o movimento livre dos óvulos e também do esperma.Quando isso acontece, há casos em que os tratamentos para fertilidade são ineficazes, ainda com aumento nas chances de um aborto espontâneo.

O tratamento pode ser feito de duas maneiras. Uma delas é através de procedimentos operatórios. Mas há situações em que apenas a fisioterapia pélvica basta para a remoção normal das obstruções. Trata-se de um processo que envolve a manipulação dos tubos de falópio para abrir o bloqueio.

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