Um clássico da culinária contemporânea, regular na dieta mediterrânea e nos dias atuais presente em grande parte das cozinhas, o azeite extravirgem tem características únicas, que o tornam ideal para o nosso organismo.

Produzido a partir da azeitona e usado como tempero, o fruto tem sua origem nas oliveiras. Além dos benefícios para a saúde, o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares.

Mas o tipo extravirgem, o mais recomendado, não é o único disponível no mercado. De acordo com o seu processo de produção, também pode ser classificado em comum, virgem e refinado. O que diferencia um do outro é o percentual de acidez. Quanto menor ela for, mais qualidade ele possui.

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Um fio de azeite extravirgem pode fazer toda a diferença na salada. Foto: iStock, Getty Images

O consumo de azeite extravirgem

Ao ingerir azeite extravirgem, você reduz do organismo o colesterol ruim, o chamado LDL, devido a sua grande quantidade de gordura monoinsaturada. O líquido melhora ainda os níveis de colesterol bom, o HDL, que é um protetor cardiovascular.

Ele diminui ainda o risco de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), uma vez que o uso regular do azeite de oliva reduz a formação de placas de ateroma nas paredes dos vasos sanguíneos. Com potencial antioxidante, minimiza também a formação de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento e por doenças degenerativas como o câncer.

“A dieta mediterrânea, baseada no consumo de azeite de oliva, é vista como a mais saudável, pois já foi constatado que os povos daquelas regiões têm uma vida com baixo nível de infarto e câncer”, explica a nutricionista Alice Bayer Monteiro.

Como usar no preparo das refeições

Alice comenta que o ideal é não expor o azeite ao calor, pois assim são conservadas todas as suas propriedades funcionais. Porém, as gorduras monoinsaturas, que compõem grande parte do azeite de oliva, são mais resistentes à temperatura do que as gorduras poliinsaturas, como os óleos de milho e linhaça.

A utilização de óleos em alimentos refogados em água fervente (arroz, feijão e legumes) apresenta boa resistência à oxidação. Porém, lembra ela, acima dos 80ºC as propriedades antioxidantes do azeite extravirgem são reduzidas.

Quer adotar o azeite extravirgem na alimentação? A nutricionista ensina duas receitas que podem ajudar nessa missão. 

Arroz integral à grega

Ingredientes

1 colher (sopa) de azeite de oliva

1 cebola picada

1 cenoura picada

1 xícara (chá) de arroz integral

1 tablete de caldo de frango

2 xícaras (chá) de água

1 colher (chá) de suco de limão

2 colheres (sopa) de cebolinha verde

Modo de preparo

Em uma panela, refogue, em fogo médio, o azeite com a cebola, a cenoura e o arroz. Adicione o caldo de galinha dissolvido na água. Quando começar a ferver, abaixe o fogo. Tampe a panela e deixe cozinhar até que a água seque. Desligue o fogo, acrescente o suco de limão e a cebolinha verde picada. Sirva quente.

Molho para salada

Ingredientes

3 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem

1 colher (sopa) de vinagre balsâmico

1 dente de alho

Sal e pimenta moída na hora a gosto

Modo de preparo

Descasque e corte o dente de alho ao meio. Transfira para um pote de vidro com tampa e junte o vinagre e o azeite. Acrescente o sal e a pimenta. Feche o vidro e chacoalhe bem para misturar. Sirva a seguir com salada ou reserve na geladeira por até uma semana.

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