Ter filhos tardiamente, seja por questões profissionais eou econômicas, é uma tendência cada vez mais comum. A evolução da medicina e das tecnologias, é claro, também contribui para que a opção de esperar um pouco mais se torne possível. Para quem busca essa alternativa, a fertilização in vitro, também chamada de FIV, entra como aliada.

Segundo Edson Borges Junior, especialista em medicina reprodutiva, a fertilização in vitro é responsável pelo nascimento de milhares de crianças no mundo desde 1978. Recentemente, novos estudos prometeram aumentar ainda mais as chances de sucesso da técnica, que atualmente eleva em até 25% a probabilidade de uma gravidez.

Entenda o procedimento de FIV  

A fertilização in vitro é uma alternativa para mulheres que desejam engravidar após os 35 anos e também para os casais com dificuldades de engravidar, além de possibilitar a gestação para produções independentes e homoafetivas. De maneira simplificada, a técnica consiste na junção externa de óvulos e espermatozoides.

O processo envolve retirar os óvulos da mulher e realizar a fertilização em laboratório com o sêmen do seu companheiro, em um ambiente que simula o das trompas. Depois, os embriões são transferidos ao útero materno onde, se tudo ocorrer bem, a gravidez transcorrerá normalmente.

Mas, embora pareça simples, o procedimento não é tão fácil assim. Especialmente a última etapa, que consiste na transferência dos embriões e exige uma série de condições e precauções cruciais para funcionar corretamente. Quando há insucesso, a sensação de frustração por parte do casal pode ser grande.

“Por se tratar de um processo desgastante do ponto de vista emocional – e, muitas vezes, financeiro também – nosso objetivo é aumentar consideravelmente essa chance, elevando a taxa de gravidez”, esclarece Borges. Portanto, a medicina estuda técnicas cada vez mais aprimoradas de reprodução assistida.

Conforme sinaliza o médico e professor Newton Eduardo Busso, em um passado recente, homens que tinham um número muito baixo de espermatozoides não conseguiam ter filhos, nem com os tratamentos da época. “A nova técnica, que permite colocar um espermatozoide dentro do óvulo, fez com que esses homens tivessem essa possibilidade”, afirma.

Mas para quem pensa em realizar um método de fertilização, vale prestar atenção em alguns hábitos e comportamentos que diminuem as chances de sucesso. Dentre eles, é possível citar obesidade, consumo de álcool e cigarro, além da presença de doenças sexualmente transmissíveis.

FIV
Fertilização in vitro aumenta chances de gravidez tardia. Foto: iStock, Getty Images

Congelamento de óvulos é opção

Se você gosta de planejar o futuro e pretende engravidar depois de completar sua formação acadêmica e evoluir na carreira, uma alternativa para aumentar as chances a longo prazo é o congelamento de óvulos. De acordo com Busso, essa técnica abre novas perspectivas de gravidez para mulheres após os 40 anos de idade.

“A mulher pode se preparar congelando seus óvulos em uma idade em que eles são mais sadios. Com isso, no futuro, ela poderá tentar engravidar ou até realizar uma produção independente com óvulos teoricamente melhores”, conclui o especialista.

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