Depressão não é frescura. Apesar de ser cercada de preconceitos e desinformação, a doença atinge um número cada vez maior de pessoas e está entre as patologias mais incapacitantes, o que a torna um problema de saúde pública. Em 2014, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que 7% da população mundial possui o transtorno.

Em números, já são cerca de 400 milhões de pessoas afetadas pela depressão nervosa. Entre os países em desenvolvimento, o Brasil é um dos que mais têm cidadãos deprimidos: cerca de 18% da população. As estimativas da OMS apontam ainda que, até 2030, a doença será o mal mais prevalente do planeta.

Aprenda a identificar sintomas de depressão

A dificuldade em dissociar a depressão de uma tristeza passageira é, muitas vezes, o que contribui para a dificuldade de um tratamento adequado à doença. Não é incomum que nem a pessoa afetada pelo Transtorno Depressivo Maior, nem seus amigos ou familiares próximos identifiquem com rapidez o que está realmente acontecendo.

Por se tratar de uma doença que não deixa marcas aparentes e é impossível de ser diagnosticada por exames de imagem. Conhecer os sintomas e entender a forma como a doença se manifesta é fundamental para recuperar a qualidade de vida. Há um conjunto de indícios geralmente ligados à depressão.

A doença pode se manifestar por meio de sensações físicas desconfortáveis, além de sentimentos de tristeza e apatia prolongados e generalizados, com forte impacto no dia a dia do paciente. A sensação de incapacidade também costuma acompanhar o quadro. Entre os primeiros sinais estão o isolamento, a falta de energia e a baixa autoestima.

Em relação ao humor, o paciente com depressão geralmente apresenta períodos de ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral e perda de interesse. Solidão, tristeza e tédio também são alguns dos sentimentos que permeiam a doença. Reações como agitação, irritabilidade e choro excessivo são igualmente comuns.

A pessoa deprimida também pode ter alterações no sono (excesso de sonolência, insônia ou sono agitado) e na fome (vontade de comer demais ou falta de apetite). Por isso, não raro a depressão apresenta sintomas físicos, como ganho ou perda excessiva de peso.

Há ainda os sintomas cognitivos. A pessoa pode apresentar falta de concentração, lentidão durante a realização de atividades e pensamentos suicidas. Todo esse conjunto de sintomas é o que faz do Transtorno Depressivo um quadro grave e incapacitante. Por isso, diante dos sinais, é necessário buscar ajuda.

Depressão
Sintomas da depressão podem ser físicos, emocionais e cognitivos. Foto: iStock, Getty Images

Causas e tratamento do Transtorno Depressivo

As causas da depressão variam muito e podem ter relações com diversos fatores, desde os genéticos e hormonais até causas externas, como dor, estresse, problemas no trabalho e na vida privada, consumo excessivo de substâncias e até má alimentação. Parte do tratamento é descobrir o que está por trás do transtorno.

Curar a depressão é um processo que exige auxílio médico. Se necessário, podem ser utilizados medicamentos antidepressivos, mas sempre associados a tratamentos psicológicos, como psicoterapia e psicanálise, para investigar os fatores emocionais ligados a doença. Só assim é possível recuperar a qualidade de vida.

Modificar alguns hábitos também pode ajudar os pacientes na recuperação. Praticar exercícios físicos e manter uma alimentação balanceada, por exemplo, são fatores que têm impacto positivo no tratamento.

E você, conhece alguém que sofre com esse problema? Seja compreensivo!