Assim como os exercícios de Kegel e o pompoarismo, a ginástica íntima nada mais é que a prática de exercitar os músculos vaginais e do assoalho pélvico. Com movimentos simples de contração e relaxamento, tem como objetivo fortalecer a região, evitando problemas que podem surgir com o passar dos anos, como a perda de densidade muscular.

Além disso, outros benefícios também são conquistados, com destaque para a melhora da vida sexual da mulher, que passa a controlar muito melhor os estímulos e conquistar mais prazer em seus momentos de intimidade.

Principais benefícios da ginástica íntima

Recomendada por ginecologistas e fisioterapeutas, a ginástica íntima garante uma série de benefícios para a vida sexual e também para a saúde das mulheres. Isso porque, com o passar dos anos, os músculos do corpo vão perdendo a densidade e ficando flácidos, inclusive os vaginais.

E além da idade, outros fatores como gravidez, parto normal ou a remoção cirúrgica do aparelho reprodutor feminino, por exemplo, também contribuem para o enfraquecimento da musculatura da região, o que pode até mesmo causar problemas como incontinência urinária e prolapsos (queda da bexiga e do útero).

Com os movimentos da ginástica íntima ocorre o aumento da lubrificação vaginal e da libido, além de possibilitar a exploração de novas habilidades e sensações. Com o avanço dos exercícios é possível aplicar alguns movimentos no pênis, como sugar, pulsar ou expelir, por exemplo.

Além de proporcionar novas sensações para o parceiro durante a relação, com a ginástica íntima também é possível aumentar o prazer da própria mulher, que conquista maior controle e consciência corporal. Treinando a musculatura você consegue localizar, desenvolver e aumentar a percepção dos estímulos que são mais prazerosos para você

Ginástica íntima
Simples e discretos, os exercícios podem ser feitos em qualquer lugar. Foto: iStock, Getty Images

Como funciona a prática

Os exercícios da ginástica íntima consistem em contrair e relaxar os músculos vaginais, fazendo força, como se estivesse segurando o xixi e soltando. Fácil e muito simples, o treino pode ser feito por qualquer mulher, independente da idade.

Com o avanço da prática, é importante ir tentando segurar os músculos tensionados por mais tempo, até não aguentar mais e acabar soltando. Funciona como um exercício de isometria, com um grande efeito de fortalecimento. Progressivamente, a praticante vai ganhando mais controle da musculatura e consegue segurar a contração por mais segundos.

Para aumentar ainda mais a força, resistência e mobilidade dos músculos vaginais, alguns acessórios podem ser usados durante as sequências. O principal deles é o Ben Wa, duas bolinhas com aproximadamente três centímetros de diâmetro, ligadas por um fio de silicone.

Elas são colocadas dentro da vagina e trabalham a mobilidade, com movimentos como sugar e expelir. Outro acessório é o cone, uma cápsula de formato anatômico, normalmente vendido em kits com cinco peças de pesos diferentes, que podem ser utilizados conforme o avanço nos treinos.

Vale lembrar que, como em qualquer outro exercício, é indicado manter uma frequência e continuidade. Fazer os movimentos por cerca de dez minutos por dia, pelo menos três vezes na semana, oferece bons resultados rapidamente.

E você, já experimentou a ginástica íntima? Conte o que achou!