Não é segredo para ninguém que as mudanças de temperatura têm impacto direto na saúde. Ainda mais com a chegada do outono e a proximidade do inverno, estações que nem sempre são favoráveis ao organismo. O segredo é estar preparado e saber se prevenir.

Mudanças de temperatura: olhos e pele sofrem

A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta que a pele é um órgão que sofre no inverno. Principalmente porque quando a umidade do ar está menor e as temperaturas baixas, qualquer pessoa transpira menos. Por isso, é comum que a epiderme fique mais ressecada e não produza muita oleosidade natural.

Tais fatores, aliados com os banhos tipicamente quentes na estação, permitem que a pele adquira um aspecto esbranquiçado, resultado da desnaturação de proteínas. A hidratação do rosto e dos lábios se torna indispensável no período. Também é importante manter uma alimentação balanceada, rica em antioxidantes, que ajuda a manter a beleza em dia.

Caso a epiderme fique muito ressecada, podem ocorrer alguns problemas de ordem dermatológica. Entre as principais doenças da estação é possível citar a dermatite seborreica, caracterizada pela descamação da pele e a dermatite atópica, cujos principais sintomas são coceira e lesões cutâneas avermelhadas.

Embora a pele seja o foco das preocupações no inverno, a médica oftalmologista Marcia Beatriz Tartarella lembra que o risco de doenças oculares também cresce. Principalmente porque há maior propensão das pessoas se concentrarem em locais fechados e com aquecimento, o que favorece a proliferação de micro-organismos.

Um dos problemas comuns, de acordo com ela, é a conjuntivite, cujos primeiros sinais são olhos vermelhos, ardor e secreção. “Sempre que sentir quaisquer sintomas nos olhos, é fundamental buscar uma orientação médica, porque somente o especialista poderá identificar se o tipo da conjuntivite é viral ou bacteriana para indicação do tratamento mais adequado”, adverte.

Conforme lembra a especialista, outro desconforto recorrente na época é a síndrome do olho seco, que acontece em decorrência da baixa umidade que predomina. Ela orienta que em caso de ardor, vermelhidão e sensibilidade à luz, sobretudo em ambientes com aquecimento ou no escritório, diante da exposição prolongada ao computador, é importante utilizar colírios lubrificantes.

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Alergias, resfriados e gripes são típicos do outono-inverno. Foto: iStock, Getty Images

Cuidados com a gripe H1N1

No inverno, não se pode deixar de ter uma atenção especial com as gripes e os resfriados, causados por diferentes tipos de vírus. Nos ambientes fechados é muito mais fácil contrair esses micro-organismos, que podem causar mal-estar e indisposição física.

Em 2016, há também o alerta máximo em relação à gripe suína (H1N1), que pode levar à morte. Causada pelo vírus influenza do tipo A, trata-se de uma infecção respiratória que demanda cuidados na prevenção.

Para evitar a doença, segundo o Ministério da Saúde, é importante higienizar sempre as mãos com álcool gel, evitar o compartilhamento de objetos e cobrir o nariz ao tossir e espirrar. A vacina também é importante e auxilia na prevenção contra o vírus. 

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