Ficar acordado até tarde é um hábito que faz parte da rotina diária de muita gente. E um estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade Northwesten revelou que dormir tarde tem relação direta com a má alimentação.

Dormir de madrugada pode colaborar para a má alimentação (Foto: Istock)
Dormir de madrugada pode colaborar para a má alimentação (Foto: Istock)

Relação entre dormir pouco e a má alimentação

A pesquisa avaliou a prática de atividades físicas e o cardápio de 96 pessoas com idades entre 18 e 50 anos que dormem mais de seis horas e meia por noite. O que foi identificado é que os analisados que dormiam por volta da 1 hora da manhã ingeriram alimentos menos saudáveis. Essas pessoas consumiram menos vegetais e mais fast food, além de praticarem menos exercícios físicos do que aqueles que dormiram mais cedo.

Apesar desse dado, o estudo mostrou que essa diferença na preferência alimentar, na alterou o IMC (índice de massa corporal) e a taxa de gordura do grupo de quem dormia até mais tarde. Os pesquisadores acreditam que uma possibilidade para essa explicação é que quem gosta da madrugada é geneticamente programado para ter uma taxa metabólica mais alta. No entanto, eles acreditam que, a longo prazo, o hábito pode levar ao ganho de peso, mesmo para quem tem o metabolismo acelerado. Por isso, vale sempre cuidar da alimentação.

Os autores do estudo acreditam que pequenas adaptações na rotina alimentar podem reduzir os efeitos negativos que uma noite de sono mais curta pode provocar.

Alimentos que podem ajudar no sono

Um outro estudo publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine mostrou que ingerir alimentos ricos em fibras (como feijão e grãos integrais) ajudam a ter uma melhor noite de sono.

Os pesquisadores chamaram 26 voluntários (homens e mulheres adultos) para ficarem em um laboratório do sono por cinco noites. Nos primeiros quatro dias, os analisados precisaram seguir uma dieta controlada. Nos dois dias restantes, eles puderam visitar uma mercearia e comprar o que quisessem com 25 dólares. O que foi revelado é que sem a supervisão dos pesquisadores, os voluntários aproveitaram para ingerir mais gordura saturada, carboidratos e menos proteínas.

Quando os cientistas compararam as mudanças na dieta com o sono dessas pessoas, descobriram que quando ingeriam mais fibras, o sono era mais profundo. Outra constatação que fizeram foi a relação entre o consumo de gordura saturada e uma diminuição no sono profundo e restaurador. Isso quer dizer que quanto mais gordura consumir, menos horas de bons sonhos a pessoa tem.

Os estudiosos enfatizaram que a pesquisa está em fase inicial e que ainda é preciso determinar exatamente a quantidade de fibra extra é necessária ingerir para sentir os benefícios no sono. No entanto, não restam dúvidas de que uma alimentação balanceada só faz bem e, por isso, é essencial manter uma rotina alimentar saudável.

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